
A guerra vai recomeçar !!!
Oito dias após o primeiro turno das eleições municipais em Manaus, o quadro de apoios aos dois candidatos que passaram para o segundo turno se consolida para a votação final, no dia 26. O candidato e ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PTB). da coligação `Manaus, um futuro melhor' recebeu o apoio do candidato derrotado no primeiro turno que ficou em terceiro lugar, o vice-governador Omar Aziz (PMN).
Candidato à reeleição, o prefeito Serafim Corrêa (PSB), da coligação `Manaus para todos', terá apoio do PCdoB, que apoiava Omar Aziz, do PT, do qual faz parte o candidato derrotado no primeiro turno que ficou em quarto lugar, Francisco Praciano, e do PPS.
No primeiro turno, Amazonino Mendes já tinha o apoio do PP, PRTB, PTC, PTN e PHS. Serafim Corrêa contou com o apoio do PSDB, DEM, PDT, PSDC.
O vice-governador do Amazonas, Omar Aziz declarou apoio a Amazonino na última sexta-feira. Segundo ele, o PMN decidiu continuar na oposição à administração municipal (oh, menino bonzinho), apoiando a candidatura que representa este sentimento, que é a de Amazonino Mendes, do PTB. No primeiro turno, Omar Aziz obteve 17,56% da preferência do eleitorado de Manaus, com o total de 153.071 mil votos. Ele foi o terceiro candidato mais votado dessas eleições.
No mesmo dia, o governador Eduardo Braga (PMDB) e o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR), que apoiaram Omar no primeiro turno, informaram, em notas enviadas à imprensa, que irão manter-se `neutros'.
No mesmo dia, o governador Eduardo Braga (PMDB) e o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR), que apoiaram Omar no primeiro turno, informaram, em notas enviadas à imprensa, que irão manter-se `neutros'.
O candidato Serafim Corrêa tem apoio do DEM e PSDB, que se opõem ao governo Lula. Alfredo Nascimento informou, que adotará posição de neutralidade no segundo turno.
Ex-governador Amazonino recebeu apoio do 3º colocado no 1º turno e o atual Prefeito Serafim recebeu os apoios do PT e do PCdoB para o 2º turno
Eduardo Braga informou que não apóia qualquer coligação que inclua representantes dos partidos de oposição ao governo federal.
no das eleições em Manaus porque, segundo ele, os dois candidatos à prefeitura, Amazonino Mendes e Serafim Corrêa (PSB), pertencem a partidos da base aliada do presidente Lula.
O PCdoB decidiu apoiar Serafim no segundo turno. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, pelo presidente estadual do PCdoB, Antônio Levino. Levino anunciou o apoio a Serafim depois de declarar no site do PCdoB (http://www.vermelho.org.br/) que o partido escolheu a candidatura do prefeito adotando o 'critério de exclusão'.
No último sábado, o PPS anunciou apoio ao candidato Serafim Corrêa. O anúncio foi feito pelo candidato do PPS a vice-prefeito, na chapa de Francisco Praciano (PT), deputado Luiz Castro. Segundo ele, a decisão de apoiar Serafim ocorreu devido às afinidades entre os partidos, ideologias e p ropo sta s . O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu, na tarde de hoje, apoiar Serafim no segundo turno, mesmo sabendo que o candidato se coligou com o PSDB e DEM, partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A informação foi dada ontem pelo presidente estadual do PT, deputado estadual Sinésio Campos. Segundo ele, a decisão foi tomada de forma democrática. 'Fizemos a escolha voto a voto e foi 13 a 23. O diretório municipal decidiu então apoiar Serafim', afirmou.
O candidato Serafim Corrêa tem apoio declarado de Arthur Bisneto (PSDB), Sinésio Campos (PT) e Luiz Castro (PPS). O deputado Wilson Lisboa, mesmo sendo do PcdoB não vai apoiar Serafim, apesar do partido ter anunciado apoio ao prefeito candidato à reeleição. O mesmo acontece com a deputada Therezinha Ruiz do DEM. Outro caso semelhante acontece com o deputado Josué Neto (PSB). Apesar dele ser do mesmo partido que Serafim, ainda não decidiu em quem vai caminhar no segundo turno. Ele pertence à base aliada do governo.
Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o apoio aos candidatos para os segundo turno, dividiu o palarmento.
Os vereadores Amauri Colares (PSC), Arlindo Júnior (PMDB), Ari Moutinho (PMDB), Ayr José (PTB), Glória Carrete (PMN), Cláudia Janjão (PMN), Costinha (PTN), Dr. Gomes (PP), Fabrício Lima (PRTB), Isaac Tayah (PTB), Jairo Dias (PRTB), Jorge Luiz (PRB), Jorge Maia (PTB), Mirtes Sales (PP), Paulo De´Carli (PRTB), Paulo Nasser (PSC), Roberto Sabino (PRTB), Vitor Monteiro (PTN), Williams Tatá (PTC), vão apoiar Amazonino Mendes.
Braguinha (PSB), Braz Silva (PSDC), Darlison Silva (DEM), Elias Emanuel (PSB), Gilmar Nascimento (PSB), José Ricardo (PT), Leonel Feitoza (PSDB), Lúcia Antony (PcdoB) e Marcelo Ramos (PcdoB) vão apoiar Serafim.
Os vereadores Coronel Vicente (PR), Dr. Modesto (PtdoB), Irailton Sena (PTdoB), Massami Miki (PSL) vão ficar neutro nas eleições do segundo turno.
Jeferson Anjos (PV), Mário Bastos (PRP), Nelson Amazonas (PMDB), Sildomar Abtibol (PRP), Tony Ferreira (PV), ainda não decidiram quem vão apoiar.
Na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE), oito deputados estaduais da base aliada do governador Eduardo Braga (PMDB) e um de oposição, declararam apoio ao candidato Amazonino Mendes, na semana passada.
São eles: Vicente Lopes (PMDB), Wilson Lisboa (PCdoB), Therezinha Ruiz (DEM), Adjuto Afonso (PP), David Almeida (PTB), Nelson Azêdo (PMDB), Vera Lúcia Castelo Branco (PTB) e Walzenir Falcão (PTB), todos da base governista. O deputado Liberman Moreno (PHS) é oposição a Braga na ALE e aliado declarado.
Instituído pela Constituição de 1988, o segundo turno está previsto nas cidades com mais de 200 mil eleitores, caso nenhum dos candidatos atinja a maioria dos votos válidos (excluídos brancos e nulos). Neste ano, apenas 29 das 77 cidades (38%) que se encaixam nesse perfil terão votação no próximo dia 26. As outras 48 (62%) já resolveram a disputa no primeiro turno. Alguns casos são sintomáticos: Goiânia, Maceió, Santos (SP), Uberlândia (MG) e Jaboatão dos Guararapes (PE) sempre tiveram segundos turnos para eleger os seus prefeitos, de 1992 a 2004. Agora, tudo se resolveu na primeira etapa. 'Administrar uma cidade é como no futebol, tem que ter trabalho de base.

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